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24/06/2016 14h14 - Atualizado em 24/06/2016 14h14
Exposição e livro apresentam resultado de pesquisas sobre o homem pré-histórico na Amazônia.
Da Redação
Portal FADESP
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Exposição e livro apresentam resultado de pesquisas sobre o homem pré-histórico na Amazônia.
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Equipe de autores e có-autores do livro
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Utensílios
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Sementes e frutos
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Urnas funerárias
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Imagens de rostos humanos esculpidos em pedras
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Gerente de Negócios Socorro Sousa
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Luciane Figueiredo, Marcos Magalhães, Socorro Sousa e Patrícia Benício (da direita para a esquerda)

O homem tem habitado a Amazônia há pelo menos 11 mil anos, inicialmente como nômade vivendo basicamente da caça e da pesca, e, depois de um longo período, se fixando em áreas com técnicas de plantio e produção de cerâmica, entre outras atividades.

Os vestígios da presença desses povos primitivos na Amazônia resultaram na exposição "Origens – Amazônia Cultivada" e no livro "Amazônia Antropogênica", ambos lançados na noite desta quinta-feira (23), no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG).

A exposição ilustra alguns utensílios como machados, sementes e frutas, entre elas a Castanha do Pará, além de urnas funerárias e vasilhas de cerâmicas, resultados de estudos realizados em áreas como a Serra dos Carajás, pelo pesquisador Marcos Magalhães através do Projeto Arqueológico Carajás (PACA); no município de Canaã dos Carajás pela arqueóloga Edithe Pereira, e na Floresta Tapirapé-Aquiri, pela pesquisadora Maura Imazio, ambos no sudeste do Pará.

O livro escrito por pesquisadores de diversas áreas, entre eles o professor doutor, o arqueólogo do Museu Goeldi, Marcos Magalhães, organizador da obra, é resultado de cerca de seis anos de pesquisas intensas na Serra dos Carajás através do projeto PACA.

Os estudos, frutos de uma parceria entre o Museu Goeldi, a Vale e a Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (FADESP), traçaram um panorama de como se deu a ocupação humana na Amazônia e de como esta ocupação veio transformando a floresta.

O livro traz duas teorias sobre esta ocupação, uma delas ocorrida há cerca de 11 mil anos, com a localização de vestígios humanos - grupos nômades, chamados de caçadores-coletores – que viviam em grutas, intitulados pelo pesquisador Marcos Magalhães como Cultura Tropical e, uma outra ocupação mais recente, cerca de 5 mil anos, com a presença de outros grupos humanos na região, já dominando técnicas de manejo florestal, domesticação de animais e de cerâmica, conhecida como Cultura Neotropical.

O arqueólogo Marcos Magalhães enfatizou que o livro não é uma obra definitiva, ela é inicial e apresenta resultados parciais de teorias testadas. Mas que nos fornece algumas informações antes totalmente desconhecidas.

A Coordenadora de Comunicação e Extensão do Goeldi, Maria Emília Sales, representando o diretor da instituição Nilson Gabas, disse que as escavações em cavernas e sítios arqueológicos pelo projeto PACA desde 2013 resultaram em vários estudos de outras áreas como a botânica.

A gerente de Negócios, Socorro Sousa, falou da importância da fundação para o desenvolvimento das pesquisas na região e agradeceu a parceria no projeto.

Exposição: A "Origens – Amazônia Cultivada" fica aberta a visitação pública, até janeiro de 2017, de quarta a domingo, no prédio da Rocinha, localizado no Parque Zoobotânico do Goeldi, em Belém.