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22/06/2015 17h1 - Atualizado em 22/06/2015 17h1
Falta qualidade na água potável de Belém.
Da Redação
Portal FADESP
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Participantes da Semana de Meio Ambiente do Larhima
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Palestra do Profº José Fernando Assis
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Falta qualidade na água potável de Belém. Assunto em debate na semana do meio ambiente do Larhima

Estudos apresentados por pesquisadores do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Pará (UFPA) durante a Semana do Meio Ambiente, evento organizado pelo Laboratório de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (LARHIMA), e apoiado pela FADESP, apontam que as águas subterrâneas de duas grandes bacias hidrográficas de Belém, a do Paracuri e do Tucunduba, estão impróprias para consumo humano.

Nem mesmo a água mineral comercializada na capital é considerada água potável por apresentar alto teor de PH (escala que mede a acidez da água), afirmam os estudiosos.

A baixa qualidade da água das duas bacias coloca em risco a saúde de cerca de 300 mil habitantes, e a contaminação, segundo os pesquisadores, se dá através das fossas sanitárias que armazenam os dejetos humanos. Elas liberam alto teor de nitrato, composto químico, e baixo PH, tornando assim, a água ácida demais e imprópria para consumo humano, explica o coordenador do evento, professor Dr. da UFPA, Milton Matta.

A construção de poços com cerca de 200 metros de profundidade, pelo governo, seria a solução para o problema da contaminação na água na capital, afirma o professor da UFPA.

Os pesquisadores também alertaram quanto à contaminação das águas superficiais do rio Amapari, no Amapá. Segundo Franciano Rodrigues e Hevaldo Progênio, o rio e seus afluentes estão sendo contaminados por duas empresas que atuam na extração de ferro e ouro no estado.

Já o professor Dr. Itabaraci Cavalcanti, da Universidade Federal do Ceará (UFC), foi mais detalhista ao descrever na palestra "Hidrogeologia urbana", os principais problemas que ocorrem com a falta de qualidade na água nas grandes cidades. Entre eles, o pesquisaodr citou a falta de profundidade dos poços e o distanciamento mínimo de 30 metros entre eles; a ausência de saneamento básico, os elevados níveis de nitrato e a contaminação bacteriológica da água.

A origem da vida e o aparecimento do homem foi a palestra do professor da faculdade de Geociências da UFPA (FAGEO), o professor Dr. José Fernando Assis. Ele mostrou como as primeiras formas de vida surgiram a mais de 4 bilhões e meio de anos até os dias atuais.

A semana do meio ambiente do LARHIMA continua nesta terça-feira (23), a partir das 14h, no auditório do Instituto de Geociências da UFPA, com um debate sobre o sistema de água de Belém. Na mesa redonda, o professor Dr. Itabaraci Cavalcanti (UFC) e representantes da Cosanpa e do Ministério Público do Estado do Pará debaterão os problemas e as soluções sobre do sistema de água da cidade.

Outra rodada de debates ocorrerá a partir das 15h, com o professor Milton Matta e representantes da Associação Brasileira de Águas Minerais e Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) sobre a qualidade da água mineral e de mesa na capital paraense.

As pesquisas tem mostrado que a água mineral vendida pelas sete empresas que exploram o serviço em Belém, são muito ácidas, por apresentarem um PH muito acima do permitido pela legislação brasileira, em torno de 4, enquanto que o aceitável  é em média 6,5. O que segundo Matta, elas são classificadas como águas comuns, sem serem consideradas nem mesmo potáveis devido a alta acidez. Elas seriam responsáveis pelos altos índices de gastrite e úlcera na população local, por exemplo.

O último debate do dia, desmestifica a crise da água, a partir  das 16h. A ideia, de acordo com Matta, é mostrar que a crise é de gerenciamento da água e não da escassez do recurso hídrico.

A Semana do Meio Ambiente do LARHIMA segue até quarta-feira (24).

Confira a programação completa do evento.